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sábado, 17 de outubro de 2009

A Curiosidade que Mata o Gato - Parte 3


NÃO RECLAMEM.

Já começo a introdução desta maneira. Se não gosta das minhas historias, acompanhem outra.

Digamos que esta terceira parte da historia não é igual as outras duas que já escrevi, desta vez conto a historia de Joe, um outro jovem curioso. Torço para que vocês gostem da historia, apesar dessa ter ficado com um pouco mais de diálogos. É que andei as ultimas semanas sem dormir e estudando tanto que não tive tempo de bolar cenas realmente eletrizantes como nas outras partes que contavam sobre a curiosidade de Adan e Elisa.

Da mesma maneira que a parte dois, esta eu dividi também em ‘cenas’ para facilitar a leitura, estão divididos em: Bar, Encontro e Morte.

Como já havia dito para alguns leitores, dessa vez escreveria sobre vampiros, mas, se você é fã de vampiros vegetarianos, NEM LEIA... aqui são vampiros da velha guarda moro?

Boa leitura a todos.


PARTE 3

BAR

Mais um show, mais algumas musicas e mais alguns pulos na galera, e é só... Nada mais... Depois teremos garotas a vontade, teremos bebidas grátis e pronto, nada mais. Hoje paro com as drogas, e hoje paro com o sexo por apenas prazer, cansei dessas garotas que ficam babando só de me ver tocar guitarra.

Joe subiu no palco, mais uma vez estava com aqueles enjôos de tanto tomar tequila. O vogal da banda Alex sentia-se culpado de Joe estar assim, então sempre perguntava (de 5 em 5 minutos) se ele estava bem, e a resposta era a mesma: “Vou parar de beber, não se preocupe, vamos tocar”.

Como sempre, o bar do Mike estava lotado, cheio de vagabundas e vodka, cheia de motociclistas em gangues e de caminhoneiros, querendo um descanso, querendo ouvir apenas um Rock n Roll. E naquela noite começaram tocando Judas Priest novamente. Joe tocando tonto de tão bêbado, a musica mal chegou no solo e ele vomitou todo nas pessoas da primeira fileira próximo ao palco. “Que se dane, era só aquelas garotas que iam dizer sempre a mesma coisa: Você toca bem, agora coloca a Mao aqui.” – Era tudo que ele conseguiu pensar antes de cair e desmaiar.

Joe já não era mais aquele guitarrista que todos queriam ter em uma banda, já não era mias aquele guitarrista esperado nos palcos, já não era mias aquele cara que fazia solos intermináveis quando havia uma garota bonita na primeira fileira, ou quando tocava com a guitarra na nuca quando o dono do bar dizia que ia aumentar o salário deles. Ou ate mesmo quando o vocalista dizia que ele era o melhor guitarrista de todos os tempos, e ele já não dizia isso a tempos.

O jovem acordou novamente na garagem da casa do baixista, Mark, Mark por sua vez dormiu com duas garotas ao invés de uma.

_Hie, Joe, da próxima é sua vez de dormir com duas, ok? – sussurrou o baixista todo feliz e sujo de batom barato.

Joe não respondeu, se levantou, calçou o allstar azul sujo e fedido e saiu pelas portas do fundo, não esperava mais nada de sua vida, não queria mais nada. O sol estava fraco, entoa percebeu que dormiu a tarde toda, já devia ser umas 4 da tarde, e daqui a algumas horas já ia anoitecer novamente.

Foi direto para casa, fazia tempos que não ia para casa, sua mãe já devia estar preocupada, andou vivendo durante os últimos 4 dias no bar do Mike ou na garagem do pobre Mark. Aquela vida já não valia mais nada.

Entrou pela porta da cozinha, estava aberta novamente, passou pela sala e viu sua mãe com duas garrafas de vodka deitada no sofá: “não, ela não estava preocupada comigo.” – pensou quando viu dois homens deitado com ela no sofá. Enquanto ele devia estar dormindo com duas garotas, sua mãe estava com dois homens. Que vida de merda, pensava a todo passo quando ia para seu quarto.

Entrou no quarto com um chute na porta, seu quarto cheirava pior do que o bar do Mike, e era também mais sujo, cheio de pôsteres, ratos, pizzas e coisas que nem ele identificava. Sentou se na cama em que dormir durante os seus 19 anos de vida, e não sentia nada. Olhou para as paredes e aqueles pôsteres já não dizia mais quem ele era, deitou-se e olhou para o teto e deve a mesma sensação, aquelas garotas bonitas que um dia sonhou ter já não eram as mesmas, Joe queria morrer ali, agora, naquele instante. Então, surgiu sua grande duvida: “eu nunca pensei em uma maneira de como morrer”.

Se sentou novamente na cama e começou a pensar. Afogado devia ser chato e entediantes, Enforcado muito doentio, cortes nos pulsos muito gótico, e então chegou na conclusão: “Queda livre”.


ENCONTRO

Joe foi ate o lugar mias alto no qual era acessível naquele momento, pegou o metro ate o centro da cidade e foi logo subir na torre. A torre naquela noite estava cheia de casai de namorados e turistas, como sempre, e as portas dela já seriam fechadas daqui a duas horas. O jovem se sentou no banco ao lado, observou as estrelas que já haviam surgido no céu que mudava calmamente de azul escuro para preto nebuloso.

Joe só conseguia pensar em pular da torre, não tinha mias propósito pra continuar vivendo: “Ah que sujeito chato sou eu”. Já nem mesmo era mais aquele guitarrista solo que todos adoravam, agora ele era apenas um alcoólatra, drogado e sujo. Joe não quis pensar muito, tinha medo de se arrepender, subiu nas barras de ferro da torre. E passou para o outro lado da barra, agora era ele e o mundo lá embaixo.

Os casais de namorados ali nem notaram sua presença, quem notaria um garoto cabeludo, roupa grunge, pálido, sozinho. Nem mesmo os turistas notaram que ele estava a um passo para saltar da torre mais linda de todas.

Joe então finalmente fechou os olhos, sentia em seu rosto o vento cortante da imensa altura em que estava. Lá embaixo todos pareciam formigas pequeninas, os prédios imensos, o rio as arvores, tudo abaixo do céu escuro e estrelado e ele estava no meio, ele e a torre.

Até que seu pensamento filosófico de pré-suicida fora interrompido por uma voz doce, mas masculina.

_Ah. Joe, já vai partir?

Quem poderia saber seu nome? Alem do mais, com uma voz tal...

Joe se sacrificou para olhar para trás, e viram um jovem, assim com ele, cabelos longos, olhos escuros, calça jeans e blusa xadrez, sem contar a palidez.

_Quem é você? Não vai tentar me interromper não neh?

_não, não – o outro jovem encostou na barra da torre, conversava com Joe sem mesmo olhar para seu rosto, só olhava o que acontecia La embaixo – Quero ver se vai ter coragem de pular.

Joe não entendeu, quem era ele? Como sabia seu nome?

_Como sabe meu nome?

Então o outro jovem olhou para seus olhos trêmulos de quem iria se matar.

_Porque quer saber? Já vai pular mesmo. Vamos, pule.

Joe já não queria mais pular, queria saber quem era aquele cara que sabia seu nome, sabia que estava prestes a pular, se vestiam iguais. Quem era ele? A curiosidade ataca no cérebro de Joe.

_Não vou pular enquanto não souber quem você é.

_Sou Kate, um grande fã de suas musicas e da maneira que você toca, bom, era um fã, antes de você se tornar um drogado, bêbado e fedido.

Joe nunca havia ligado para seus fãs, sempre sabia que as pessoas gritavam pelo seu nome mas, nunca parou para conversar com um, a não ser aquelas garotas vadias que falavam que ele tocava com estilo. O Kate estava com a Mao esticada para Joe tocar, mas não tinha como tocar, ou ele segurava o corrimão, ou caia.

_Não esta vendo que eu estou segurando a barra? Seu soltar eu caio! Alias, Kate não é nome de garota?

_Não faça perguntas tolas, eu tenho o nome que eu quiser. E é claro que eu quero que você caia, você não esta aí pra isso?

Fazia sentido, ele realmente estava ali para pular, não havia o porque ficar atrasando o fato. Mas Joe começava a ficar estressado com a presença de Kate. Porque um fã apareceu naquele instante? Porque esta realmente querendo que ele pule?

_Sai daqui Kate, não quero sua presença, quero morrer sozinho – Kate ainda estava com a mão esticada para o comprimento – E tira essa mão daqui, e você nem é meu fã, eu só sei tocar Guns, Judas Priest e Ac Dc...

_Não digo o que você toca, mas COMO você toca, você toca com o coração.

_Que coisa mais gay, alem do mais, você tem um nome de garota, e também diz coisas gay. E TIRA ESSA MÃO DAQUI.

Joe gritou sem querer, agora deve medo dos casais ou dos guardas viessem para impedi-lo de pular. Então voltou a falar paciente.

_Me diz o que você quer, e vá embora, ok?

_Quero ver você pular, quantas vezes preciso dizer?

Joe já estava totalmente puto com o cara chato do seu lado, e então cumprimentou, apertou sua Mao de olhos fechados, não queria olhar para baixo enquanto estivesse se segurando com apenas uma Mao.

_Isso, amigo, agora pula.

Joe se segurou novamente com as duas mãos na torre, mas ainda não entendia o que ele estava fazendo ali. Então resolveu conversar, pensou: “Já que vou morrer, que morro conversando ou sabendo de alguma piada nova.”

_Kate – Ativou a curiosidade do jovem ao lado que olhou curioso –Vai chamar a ambulância quando estiver La embaixo?

Kate riu.

_Ambulância? Que nada, vou chamar o bombeiro pra lavar toda a calçada. – Continuou irônico – Você esta prestes a pular da Torre Eifel e que ser salvo por ambulância?

_Cara, mas você é chato pra inferno.

_Inferno é pra onde você vai isso sim. Sabia que os suicidas vãos pro inferno direto né?

Na verdade Joe nunca tinha ouvido falar nisso, pensara uma vez que os suicidas ficaram no purgatório, de bobeira esperando a reencarnação ou uma chance pra ir pro paraíso. Pensando bem, agora que o vento e a gravidade gritavam para que Joe saltasse, ele imaginou: “Como será o inferno?”

_E o que você sabe sobre o inferno?

E com grande dificuldade olhou para Kate.

_Prestes a morrer esta querendo saber como é o inferno, ta certo... Bem, o inferno é escuro, sombrio, cheio de pessoas, normal.

_NORMAL? Como assim normal? O inferno é quente? Cheio de torturas? Pessoas? Monstros?

Kate riu irônico mais uma vez.

_Os monstros são os humanos meu caro. Os humanos são aqueles que sobem na torre eifel pra se matar, e ficam de conversa fiada.

_Monstros são os humanos, humanos são suicidas, então pule também.

Um frio vento correu por aquela conversa sem nexo algum.

_Eu não sou humano.

Um frio vento e um grave silencio correu por aquela conversa sem nexo algum.


MORTE

_Então você é o que?

_Eu não vou te contar.

_Eu já vou morrer mesmo, conte-me.

Kate pausou, e pensou. Aquilo realmente fazia sentido.

_Que seja, eu sou um vampiro.

Desta vez quem riu foi Joe.

_Há, e você quer que eu acredite nisso. Certo, antes de morrer, eu quero ouvir algo inteligente e, ouço que vampiros existem.

Kate ficou quieto, acendeu um cigarro e começou a fumar lentamente.

_Espera... é verdade?

_O que?

_Que você é um vampiro.

_É claro, você acha que mentiria pra um cara prestes a morrer?

_Sim.

Joe estava serio, estava prestes a se matar e havia conhecido um vampiro, aquilo que nunca pensou em conhecer ou ver em sua vida.

_Duvida? Então vamos fazer um acordo. – Joe estava ficando cada vez mais curioso, e já estava desistindo do fato de se matar. E Kate continuou falando. – Você pula e morre. Ou, você pula e acorda no meu apartamento como um dos nossos.

Que duvida. Se é que existe vampiros, Joe precisava saber, mais do que ninguém, ele tinha que saber como era ser uma criatura na noite, apesar, de já ser um ser da noite: Um guitarrista que dorme a tarde para beber durante a madrugada.

Mas ainda não entendia, o que um vampiro ganharia transformando ele?

_E o que você vai ganhar me transformando?

Kate jogou o cigarro fora.

_A maior dificuldade das pessoas de hoje em dia, é manter uma vida noturna. E você já tem isso, você já vive de noite e nunca ninguém suspeitou ou reclamou, você tem um pré requisito muito forte. Sem contar que, você é um ótimo Guitarrista, não posso deixar você pular da torre desse jeito.

Joe estava curioso, como seria viver uma vida sendo um vampiro? Viver de noite já era o seu forte, mas, vivendo bebendo sangue não seria ruim. Estava pensando seriamente em aceitar o acordo.

E Kate concluiu.

_Mas, uma vez vampiro, sempre vampiro, e muitas vezes, a curiosidade mata o gato.

“Matar o gato” essas palavras entraram no coração de Joe, que acabou liberando toda a testosterona de seu corpo, estava agora muito mais curioso para saber como seria ser um vampiro. Lembrava-se dos filmes de vampiro que mais assistia em sua juventude e agora tudo fazia sentido. Porque não pensou antes em procurá-los? Joe acabou percebendo também que, sempre vivera como um vampiro, e agora seria um.

Então, Joe soltou uma mão e se virou para Kate, quase caindo da torre.

_Sempre tive medo de altura, mas agora quero cair e acordar um vampiro.

_Esta certo disso? – Perguntou Kate sorrindo,

E então Joe soltou o outro Mao. Seu coração disparou como dispara quando você tem sua primeira namorada, ou então quando você vai a montanha russa e vê todo o parque e as pessoas em formas de formiguinhas. Joe pode ver o céu estrelado de Paris e as pessoas La embaixo comprando pipoca e caminhando. As arvores pareciam nada, e o vento que cortava seu rosto parecia soco em extrema velocidade. O chão se aproximava cada vez mais, mas, a única coisa que conseguiu ouviu foi Kate atrás dele dizendo: “Adoro saltar da torre”, algo do tipo.

Já estava muito próximo do chão quando sentiu Kate segurar a sua blusa e mais nada depois.

“estou morto?” “Não sinto minhas pernas...” “O que aconteceu ontem a noite?”

Joe acordou em seu quarto, na sua cama, com um ferimento na testa. O que aconteceu?

Se lembrava da noite passada e do momento em que pulara da torre eifel, a velocidade que chegou ate o chão. Se lembrava do que Kate havia lhe dito ontem, que era um vampiro e que deixaria sobreviver após a queda.

Joe não sentia as pernas, mas elas estavam La. Olhou para o relógio ao lado e já marcava 5 da tarde. Se era mesmo um vampiro, não poderia mais sair no sol, nunca mais. Ele fez um esforço pra se levantar, pegou sua guitarra e colocou nas costas, viu sua mãe de roupão andando pela cozinha: “Nossa, você esta pálido hein”, perguntou ela com uma voz rouca, de quem deve uma ótima noite.

O jovem ignorou sua mãe e passou direto para sala, pegou sua jaqueta que estava ali a mais de um mês e saiu pela porta, o sol já havia ido embora mas algumas nuvens ainda estavam La, douradas e outras prateadas. Só de pensar que Joe não queria mais ver nada disso ontem a noite, quando subiu na torre pensou que não veria mais nada alem de escuridão e morte, e, hoje estava ali, mas uma vez vestindo sua jaqueta de couro, guitarra nas costas, indo embora dali, para onde pudesse ir.

Na esquina surge um carro preto, com um som rock n roll bem alto, este carro era um Maverick V8 de vidros pretos. O carro parou em frente a casa de Joe e dele desceu Kate de óculos escuros.

_Vamos La meu caro, já se despediu do sol? Esta foi a ultima vez que você o viu.

Da outra porta desceu uma linda garota, pálida e longos cabelos escuros também de óculos escuros. Ela usava terno com uma gravata rosa, enquanto que Kate usava suas velhas roupas surradas e fedidas.

_Porque os óculos escuros? - Perguntou Joe inocente de tudo, não sabia nada sobre vampiros, mas sabia que a partir daquele dia era um.

_Porque é legal. – Respondeu a garota.

_Entra no carro logo vai, vamos te mostrar o que fazemos de bom durante as noites.

Joe sorriu, era aquilo que ele queria para sua vida, não apenas bebidas, drogas e guitarra. Ele queria amigos, guitarra, bebidas e ... Vampiros. Nada alem. A garota foi para o banco de trás e Joe entrou no carro sem hesitar, Kate entrou, aumentou o som e saiu cantando pneu por aquela vizinhança quieta. Joe sabia que nunca mais voltaria a ver sua mãe: “Dane-se. Agora tenho o mundo e a eternidade em mãos.”

...continua...


..é só... O final ficou incompleto pelo fato de, esse não é o final, ta certo?

Esta parte da historia foi escrita com dificuldade pelo fato da minha falta de tempo, mas espero que gostem. A historia não acaba aqui, e estamos apenas começando a historia de Joe.

Peço para que acompanhem as próximas partes que vão ficar mias interessantes, me desculpem pelos diálogos longos desta parte.

Ah, e se você leu, comenta, mesmo que seja só um ‘oi’... Ate mais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Curiosidade que Mata o Gato - Parte 2

Ola pessoal, eu sou Fowl e estou aqui postando a segunda parte de "Curiosidade que mata o Gato"...GATO!

tentei fazer um texto melhor e maior e mais objetivo, mas acabou ficando do mesmo tamanho do anterior, com o mesmo estilo de objetividade [precisasse de criatividade para entender algumas coisas] e a melhoria..bem, isso depende dos leitores, porque o meu portugues é daquele jeito...

espero qeu gostem desta segunda parte. Adan e Elisa continuam em londres e dessa vez o bicho pega.
Para nao se perderem no texto 'grande', marquei esta parte com cenas: "No café" e "De volta no hotel", para que nao reclamem depois: "Ai, nao li porque o texto é longo...D:"

lets go!


PARTE 2

Aquela manha de sono não fora boa, Elisa não conseguiu dormiu nem por um segundo e Adan conseguiu ter três pesadelos seguidos. Mas, sabiam que a única coisa que os tranqüilizava era estar um ao lado do outro.

Já não se viam a tanto tempo que sentiam imensas saudades um do outro. Adan deve que partir de sua cidade natal quando foi promovido para um empresa fora do país. Elisa, por ser mais jovem, terminou os estudos e tentou seguir os passos de seu amigo, mas não conseguiu. Até que chegou aquele dia trágico em sua vida: A morte de sua mãe.

Sua mãe era tudo que tinha, desde que nasceu seu pai partiu para a guerra do Vietnã e nunca mais voltou. Seu pai por sua vez deixou uma grande fortuna para sua mãe, que naquele momento deixara tudo para Elisa, filha única.

Elisa então resolveu viajar o mundo com o dinheiro que deve, embora, tivesse dinheiro o bastante para viver toda sua vida e para a vida de suas futuras gerações, ela decidiu viver de forma simples, roupas baratas, convivendo com pessoas de baixa classe e fazendo cursos grátis de pintura, artesanato, fotografia e ballet pelo mundo.

Até o certo dia em que se aprofundou nas drogas, sentiu saudades da mãe e curiosidade de saber sobre o seu pai, já tinha tudo que queria e não queria mais nada. Então, se lembrou de seu amigo, Adan. Quando conversaram pela primeira vez por telefone já não se viam a mais de 2 anos. Conversaram de forma feliz o bastante, Adan havia mudado muito, já tinha seu próprio dinheiro e sua própria responsabilidade sobre tudo, e então as conversas se tornaram freqüentes, por telefone e internet. Seus assuntos eram variados sempre e nunca faltava assunto para ambos. Foram feitos um para o outro, mas não como um casal, e sim, como grandes amigos, para sempre.

Quando completou 5 anos de saudades, se encontraram, Elisa o convenceu de que deveriam viver juntos para toda a vida, deveriam se tornar vampiros imortais. Adan por sua vez, escrevia todos os dias nas suas colunas de jornais sobre o sobrenatural, e esta era sua primeira férias durante os seus longos anos de trabalho. Elisa também sempre conheceu o mundo sobrenatural, mas não tão bem quando Adan. Cinéfilos de terror, resolveram viajar toda a Europa de metro para buscar a imortalidade. Sabiam que não encontrariam, mas queriam estar juntos, para sempre.

_Me desculpe por ter implorado por esta viagem. – Elisa se desculpava enquanto Adan escovava os dentes no banheiro. Estavam em um hotel 5 estrelas de casal, embora tivessem dormido na mesma cama, nada aconteceu noite passada, seja pela amizade e também pelo cansaço.

_?

_Eu pedi pela viagem, e agora estamos morrendo de medo neste país que não conhecemos ninguém e não sabemos onde pedir ajuda.

Adan terminou de escovar os dentes e se sentou ao lado dela na cama:

_Ora, ora, a viagem não esta sendo de todo mal, aconteceu algo estranho ontem, mas, eu já te contei o que aconteceu comigo durante o meu estagio no jornal?

“Eu estava andando pelas ruas estreitas de uma cidade caipira para investigar um certo caso sobre um cachorro enorme que assombrava os moradores. Já estava La mais ou menos durante uma semana e nada de encontrar o tal cachorro. Até então que na cidade, o prefeito elaborou todo um evento fenomenal para os moradores, era o evento cheio de esportes e com feiras onde se vendia de tudo, deste artesanatos e frutas ate tecnologias [apesar de muitos moradores dali não saberem usar nada daquilo].

Toda a tarde fora feliz. Já estava quase escurecendo e o sol estava indo embora, quando a lua cheia surgiu no horizonte do céu. Meu ajudante, que morria de medo de assombrações sussurrou para mim, acho melhor irmos para o hotel, hoje é lua cheia, estamos em uma feira e a ‘coisa’ não deve gostar de muito barulho. “Oras, viemos para cá para podermos registrar o momento que iremos flagrar a criatura pelos matos, pela cidade ou ate no banheiro se ela for, este é o nosso trabalho meu caro” e o meu ajudante morrendo de medo. Ate que, ouvisse alguns gritos no final da feira. Quando pensamos em correr na direção dos gritos [o meu ajudante pensou em correr para o lado oposto]pudemos ver um corpo sendo jogado para cima.

Toda aquela multidão de caipiras e turistas correram pra La e pra cá e eu não conseguia me aproximar. Aquela matéria ia render minha aposentadoria para toda minha vida, e eu só conseguia pensar nisso.

Quando cheguei no local de onde as pessoas estava fugindo, pude ver infestado de sangue uma gigantesca criatura com nariz de palhaço e um machado na Mao dizendo: Eu só quero me divertir, eu só quero me divertir.”

Elisa continuou olhando para a cara de Adan se mostrar nenhuma expressão no olhar:

_Você é péssimo para piadas... – Ela já havia posto o seu tênis e se levantou e se dirigiu para o banheiro.

_Mas eu tentei – gritou Adan.

No café

Sairam para tomar um café, o relógio marcava três da tarde, mas haviam acabado de ‘acordar’, de, depois do que aconteceu noite passada decidiram aproveitar o fraco sol de Londres do que caminharem por aí andando pelas ruas durante a madrugada. Já haviam admitido o medo que estavam sentindo.

Se sentaram em uma das mesas na calçada da cafeteria James e pediram por café básico, no que custaria muito mais do que qualquer outra coisa em uma padaria qualquer. E mesmo que tentassem conversar sobre outro assunto, o que havia acontecido na madrugada passada ainda estava recente. Por isso se entre olhavam mas não conversavam muito um com o outro, para não comentarem sobre o que aconteceu, e nem sobre o que poderiam ter feito.

Um garçom passa ao lado deles segurando um jornal. Elisa puxa com toda a força o Jornal da bandeja do Garçom, quase derrubando o Milk shake que carregava na outra ponta.

Ela abria o jornal com força para encontrar, olhando assustada para todos os cantos das folhas e então La estava a noticia.

“Mendigo assassino estrangula porteiro e recepcionista do Hotel Baggow nesta madrugada.”

Elisa olhou assustada [e aliviada] para Adan, seus nomes não estavam no jornal. Adan pegou o jornal de suas mãos e passou a ler a noticia e repetiu em voz alta o que lera: “As câmeras de vigilância flagram o momento em que o mendigo tenta assaltar dois jovens que acabam de buscar dinheiro em um caixa eletrônico 24 horas. O mendigo cujo nome ainda não se tem noticias estava bêbado, mas não tinha nenhum sintomas de ter usado drogas, foi encontrado no quarto andar do hotel com as duas pernas estraçalhadas, da mesma maneira dos dois trabalhadores do hotel no turno da madrugada, que, segundo os especialistas morreram no térreo, forma encontrados a poucos metros do mendigo.”

Os jovens terminaram o café e foram direto para o hotel [cinco estrelas] onde estavam, pois, não estavam nem um pouco afim de ficarem pelas ruas durante o pôr do sol.

De volta Ao Hotel

Chegando ate o apartamento, ambos os amigos ficaram no sofá vendo TV, pediram pizza como almoço [mas já estava na hora do jantar] e por algumas horas conseguiram esquecer o que acontecera noite passada, somente alguns momento as visões do mendigo voltavam. Decidiram que nenhum deles iria para o psicólogo pelo que acontecera a noite passada, não queria mostrar que estiveram presentes a uma situação sobrenatural, e muito menos queriam ser taxados de loucos por ninguém, então resolveram que aquilo seria o grande segredo de sua amizade [tirando algumas outras coisas, mas isso não importa agora].

A noite chegara de repente e eles já estavam sorrindo, é claro que quando perceberam que já era noite sentiram o calafrio estranho de mistério, então decidiram que naquela noite dormiriam mais cedo. Elisa foi para o quarto, de frente para a varanda. A noite estava fria então trancou a porta da varanda que mostrava toda a cidade iluminada com luzes de neon clara. Ela apagou a luz do quarto e deitou-se na imensa cama de luxo, Elisa não estava afim de se vestir para dormir, então deitou-se como estava, de calça jeanz e blusa [principalmente porque quando estavam juntos, os amigos dormiam juntos -apenas dormiam-]

Adan foi para o banho, encheu a banheira enquanto preparava um cha, tomou o cha e deitou-se na banheira. E como de costume, começou a gritar “I'm Singing in the Rain”. Elisa podia ouvir a cantoria de Adan e riu de sua alegria.

Elisa fecha os olhos para poder pensar no seu mundo de fantasias, um mundo feliz e bom, onde não existe mendigos e sim animais bonitos que vivem a vida em florestas grandes, Elisa só não queria mais pensar em monstros e nem mesmo na noite, nem mesmo na lua nova que brilhava La fora, nem mesmo no sereno que agora começava. Ela podia ouvir os pequeno pingos caírem na varanda.

Ate mesmo um estrondoso barulho de asas pousar na varanda.

Elisa arregalou os olhos, não sabia o que era,. O que poderia ser, um barulho estrondoso de asas pousando na varanda? Uma coruja? Mas corujas são sorrateiras. Um morcego? Mas um morcego não tem asas tão longas.

O coração de Elisa estava pulsando muito forte que parecia que ia saltar para fora da boca. Ela não havia usado drogas, não costumava usar drogas quando estava com Adan, e o mesmo ele fazia quando estava com ela. Ela se levantou da cama e começou a caminhar lentamente ate a varanda. Esta descalça e com frio e não fazia a mínima idéia do que a esperava na varanda.

Tocou na maçaneta da porta de correr e, abriu com tudo e pos a cabeça para fora.

Não havia nada na varanda. A não ser a cadeira de balanço e toda a cidade lá embaixo.

Elisa suspirou aliviada, ate que tão rápido como um relâmpago uma monstruosa criatura veio em sua direção, com a Mao de talvez 50 centimetros. Esta criatura desceu do teto da varanda e grudou a mão sem seu pescoço, a enforcando.

Elisa não conseguia respirar, a criatura era muito grande e sua Mao muito forte. O cheiro de pedras úmidas da criatura não a deixava pensar em nada, a não ser que iria morrer naquele instante. A criatura foi a empurrando para dentro do quarto, e a encostou na parede, ela tentava chuta-lo, mas seu pé machucava, o mesmo de chutar uma pedra.

A criatura possuía longos chifres e olhos vermelhos, ela não conseguia ver mais nada alem disso, o quarto estava escuro e o que conseguia ver da criatura era por causa da iluminação da lua lá fora. Elisa chutava de tudo, lutando pela sua sobrevivência. A criatura bufava raiva e apertava seu pescoço ainda mais. Elisa acabou acertando um vaso de flores de um criado mudo que acabou fazendo um enorme barulho.

Adan que tomava banho ouviu gemidos e o vaso cair, fora difícil ouvir, pois sua cantoria de “I'm Singing in the Rain” era bastante alta:

_Elisa? Tudo bem aí?

E nenhuma resposta.

Adan sentiu um calafrio estranho passar pela sua espinha. Não queria estar mias no banho quente, agora ele queria saber o que se passava com Elisa, fazia alguns minutos que ela não falava nada e ele não parara de cantar no banho.

Adan se levantou com tudo da banheira e colocou a toalha na cintura. Correu para o quarto suíte máster e La estava uma imensa criatura de talvez 2 metros e meio prensando Elisa na parede, a enforcando.

A criatura possuía asas enormes que eram maior que todo o seu corpo, as asas deviam medir mais de três metros, seus longos chifres quase acertavam a cara de Elisa quando ela se debatia para vencer a força sobrenatural do monstro.

Adan gritou para a criatura que não esboçou nenhuma reação. Então acendeu a luz e correu na direção da criatura para enfrentado no corpo a corpo.

A criatura largou Elisa no mesmo instante e gritou de dor. Adan ficou paralisado ao ver que a criatura sentira dor com a luz do quarto.

O monstro por sua vez grudou no teto e começou a destruir as lâmpadas que ficaram dentro do gesso do teto. O quarto era grande e revestido por 6 grandes lâmpadas de neon claras: “Isso deve cegar qualquer criatura das trevas” pensou Adan.

O jovem por sua vez, correu ate Elisa que parecia estar quase morrendo sem ar. Ela respirava com dificuldades. Seu pescoço estava todo roxo, a criatura realmente quase a matou, se não tivesse impedido o monstro naquele instante, Elisa já estaria sem a cabeça. Adan puxou sua querida amiga para perto do banheiro, onde ainda estava muito bem iluminado.

A criatura no teto já havia destruído 4 lâmpadas, ele se movimentava no teto com muita facilidade e gritava de raiva toda vez que chegava perto de uma lâmpada.

Adan deixou Elisa próximo do banheiro e correu para buscar algo em sua mala de viagem. E encontrou, sua lanterna de ultima geração com pequenos leds. Esta lanterna fora especialmente comprada para acampamentos de varias noites, este era o melhor momento para usá-lo, para enfrentar uma besta.

A criatura infernal destruiu todas as lâmpadas e pousara novamente no chão, com seu pé de mais de 60 centímetros e com dedos pontiagudos, e a cada passo que dava, marcava o chão com grandes pegadas sujas de barro.

Adan ligou sua lanterna mirando na cara da criatura que estava ali somente para mata-los.

A criatura gritou, um imenso barulho que penetrou os ouvidos de Adan e que quase o ensurdeceu.Mas nada fazia o tirar o foco da cara da criatura.

Este monstro era feito de pedra, percebeu ele, seus olhos havia cores vermelhas e lembravam o fogo, o fogo do inferno. Adan se lembrou de seus estudos sobre o sobrenatural e percebeu que aquele ali era um gárgula movido a magia negra de demônios ou vampiros. Alguém queria vê-los mortos, e enviou esta besta que não agüenta a luz, a não ser a luz da lua. O gárgula se torna pedra quando a luz toca sua pele por muito tempo, e então ele prefere sempre adormecer, para não sofrer quando for transformado em pedra.

O gárgula que não parava de gritar sentia muita dor por causa da luz, não conseguia se aproximar de Adan, pois ele estava a frente do banheiro onde também era muito iluminado.

Então a criatura abriu suas asas [que bateram em ambas as paredes do quarto] e saiu voando para fora do prédio, quebrando toda a porta da varanda e fazendo um estrondoso barulho por todo o prédio.

A criatura não resistira.

Adan não sabia o que fazer, haviam sobrevivido mais uma noite. Se agachou ate Elisa que ainda estava desacordada. E a abraçou.

Não sabia o que sentir, não sabia o que pensar, não sabia o que temer, não sabia de nada. Não sabia nem mesmo o que poderiam fazer para continuarem vivendo. Adan sentia apenas que queria chorar naquele momento, de medo de sua única amiga estar morta. Seu coração desesperado ainda não parava de bater com força.

Pegou Elisa no colo e a levou para sala, acendeu as luzes e ali estavam protegidos. Ligou para a central do prédio e pediu por um medico.

Adan só podia esperar agora, não havia o que fazer. Se sentou ao lado de sua amada amiga e alisou seus cabelos. Não agüentou e precisou chorar.

_Tudo vai ficar bem Elisa, tudo vai ficar bem.

Ela podia o ouvir, esboçou alguns movimentos com a boca. Adan sorriu, sabia que sua amiga poderia voltar a sorrir algum dia.

Mas, quando?

...Continua


é isso ae pessoal... Espero que tenham gostado, e se gostaram ou odiaram, comentem mesmo assim!
Prometo que na proxima parte conto historia de outros 'curiosos'... Aguardem,e obrigado.